domingo, 30 de dezembro de 2007

Pensei ser feliz um dia. Aquele dia em que acordara e um esplêndido sorriso me acompanhasse o rosto.
Levantei-me na esperança de poder segurar-me, mas ao primeiro passo caio estendida naquele chão. Os meus olhos aguentavam um sangue d'alma que me fugia pela face a cada batida do coração.
Olhava a toda a volta e jamais conseguia sorrir.
Desabou o mundo e na tentativa de o reconstruir destruiram-no ainda mais. Verdade, os ditos verdadeiros amigos, não estavam lá. Ou se estavam, esconderam-se algures bem longe de mim.
A família. Esperem lá, família? Não. Nem tenho família. Tenho pessoas que habitam a mesma casa que eu. Esses, são como desconhecidos que dão pinceladas negras a cada obra inacabada.
Aquele brinquedo de corda começa a descolar e a tornar-se tão frágil que mal consegue funcionar.
A fragilidade com que lhe tocaram quase que o faziam boiar naquele sangue, sangue d'alma que atormentava todos os instantes em que conseguia respirar.
O sustentar de uma respiração tornava-se hábito e ia tentando recuperar aquele pedaço que ficou, entre estragos, entre vazios, entre uma imensa escuridão que jamais se iluminara.


"Abdica. Sê rei de ti próprio."

domingo, 27 de maio de 2007

Realmente realizada!


Realizada me sinto.

Sinto aquele aperto, aperto daquela felicidade que se quer despertar em mim.

Aqueles rostos com aqueles sorrisos envolventes, aquelas expressões que me causavam maior inveja, aqueles sentimentos que faziam de mim fraca...

Criar em mim uma barreira de força.

Caminhar por mim.

Sorrir e gritar que afinal poderei ser feliz.

...

Com o coração vazio, mas colorido…
Aberto para a melhor das coisas!
Com vontade de voar na minha imaginação!
Mostrar a todos o belo que o mundo possui…
Abrir asas para aqueles melhores sentimentos!
Para ver um sorriso na face de pessoas tão lindas!
Abraçar a vida como uma grande amiga!
Sorrir para ela para que tudo me possa acontecer das melhores das formas…
Agarrar com força aquilo que tanto quero, aquilo que me faz bem…
Gritar para que vejam que me libertei daquela escuridão tão inimiga!
Para acreditarem que não é ficando ali que conseguimos…
Mas sim, lutando para conseguirmos alcançar o tão desejado!
Mostrando que no nosso coração pode até ainda permanecer aquela infantilidade de muitos anos….
Aquela infantilidade que nos agarra no profundo e nos toca de uma forma brilhante! Mas que de igual forma conseguimos olhar para nós e para o mundo e definirmo-nos como um ser criado por nós e sobretudo por aquilo e aqueles que tiveram sempre presentes ali!
Um brilho desde o primeiro momento que nos faz acreditar que o belo da vida é sabê-la viver um dia de cada vez…
Aproveitando tudo o que nos vá acontecendo e guardando para nós bem no centro dos nossos corações!

sábado, 12 de maio de 2007


Sorrir para apagar as lágrimas? :'X


Sorrir. Virar a página a este sentimento e manter o outro que conquistou o meu lugar como Melhor.


Ganhar força para ser a que deu força a quem sempre precisou.


Levantar a cabeça mesmo nos momentos em que as derradeiras lágrimas invadirem o meu rosto.


Cruzar-me com aquele fundo que traz a força em mim omitida pelo medo de perder.


Agir. Sorrir.

A minha coragem de ser aquilo sorridente que querem de mim!


Dar o primeiro passo para aquilo que me dará maior gozo!


Tentar omitir o que vai dentro de mim e fazer proveito daquilo que ocupará aquilo que de certo me invade como tão doloroso !


(L'

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Portadora de tal dor


Mágoas sentidas.

Medo. Receio. Vontade de transmitir o que aqui vai.


Aquele parecer que nos roubam o que nos pertence <3

Aquela fraqueza que nos dá e aquelas lágrimas que em sintonia com o sofrimento caem.

Vontade que nos dá de desaparecer.

De seguir para aquele mundo de incertezas em que me guardei.


Deixar o meu sentimento voar. Abalar a tamanha dor que invadiu o maior dos sorrisos. O maior dos bens presentes em mim.


Caminharei por mim, um dia!

sexta-feira, 13 de abril de 2007

ODIOSO SENTIMENTO!


Odioso sentimento!


Aquele que me invade nos momentos em que quero sorrir. Nos momentos em que afinal até estou bem, ou aparento estar!

A força que é perdida. A vontade de chorar. Aquela sensação de aperto que mal me deixa falar. O quase inexistente espaço para explicações em mim.

Sim. Torno-me totalmente impossibilitada de fazer o que realmente me daria tamanho gozo.

As coisas tornam-se quase como bichinhos daqueles que causam milhentos efeitos em nós.

Incompreensível, talvez o seja.

Mas nasce. Mas vem do profundo. Como se fosse tão necesssário perder um sorriso. Aquele sorriso que por instantes poderia ser o mais lindo de todos, torna-se no mais derradeiro. Torna-se naquele que de momento não traz consigo aquelas tantas forças que já ali permaneceram.

Aquelas forças que faziam dele o melhor!


Forças perdidas. Tornadas num irrepetivel "espaço negro" que se cruzara vezes sem conta com aquele que em tempos seria o mais brilhante de todos.



<3


sexta-feira, 6 de abril de 2007

Porque existem aquelas sensações que omitimos.

Porque o quadro que pintei.
Porque os traços.
Porque o caminho que tentei desenhar ali mesmo chegam em sonhos, mas no momento em que.. Tudo muda !

A história criada ali, por mim, só por mim faz da perfeição nula e do idealismo quase, mas quase inalcançável!

Aquelas cores que se tornam, ou melhor, nem se tornam. (Ou fica tudo incolor, ou com o mais negro possível.)




(porque escrevi umas tantas coisas antes destas, mas decidi fazer 'delete'. Porque bastaram estas pra transmitir o que quis e o que precisei.)



\/ beijinho da Mii *

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Desalmadamente sentindo.


Sei lá.

Sentimento que não mostra o negro escondido no coração.

Que esconde as lágrimas bem lá no fundo só para mostrar que ela até é uma menina feliz.

Que a faz revirar os olhos para que elas não possam de maneira alguma cair. Que a faz deixar'se cair. Que a faz perder aquela vontade de lutar. Que não lhe dá a força para levar tudo como um sentimento daqueles que sempre se cruzaram com ela.

Sei lá mesmo.

Aquele sentimento de receio. Que a faz ficar nervosa. Que a faz chorar. Que a faz rir de si própria. Que a faz manter'se no mesmo lugar. No mesmo instante. Que a faz ter saudade. Que a faz querer falar, mas na verdade só consegue falar com o seu subconsciente.

Aquela maneira inexplicável de sentir o que sinto aqui. ali. acolá.

No pensamento. No coração.

Aquele vermelho do sentimento ou aquele negro do sentimento? Sem saber distinguir guardo em mim aquela incondicional misera dor que permanece.

E o inconfessável torna'se imensamente mau.

Porque ela sente. Mas ela não deve sentir.

Porque ela está confusa.

Porque ela está perdida algures por lá.

Porque ela já não é aquela que era. Porque aquela dor se torna de tal maneira forte que a faz querer desaparecer e ficar só.

Perdeu. Perdeu. Ela perdeu. O quê?! Não interessa, mas ela perdeu.

Era ela, a tal menina feliz.

Agora é ela, a tal menina miseravelmente perdida no medo de perder.

No medo. Medo que possa levar aquilo tão precioso na luta pelo tal sorriso escondido.

Porque se sente estranhamente sentida.

Porque no fundo é a tal menina que sente inevitavelmente sentindo.


Porque.


(L)





Beijinho da Mii*