Levantei-me na esperança de poder segurar-me, mas ao primeiro passo caio estendida naquele chão. Os meus olhos aguentavam um sangue d'alma que me fugia pela face a cada batida do coração.
Olhava a toda a volta e jamais conseguia sorrir.
Desabou o mundo e na tentativa de o reconstruir destruiram-no ainda mais. Verdade, os ditos verdadeiros amigos, não estavam lá. Ou se estavam, esconderam-se algures bem longe de mim.
A família. Esperem lá, família? Não. Nem tenho família. Tenho pessoas que habitam a mesma casa que eu. Esses, são como desconhecidos que dão pinceladas negras a cada obra inacabada.
Aquele brinquedo de corda começa a descolar e a tornar-se tão frágil que mal consegue funcionar.
A fragilidade com que lhe tocaram quase que o faziam boiar naquele sangue, sangue d'alma que atormentava todos os instantes em que conseguia respirar.
O sustentar de uma respiração tornava-se hábito e ia tentando recuperar aquele pedaço que ficou, entre estragos, entre vazios, entre uma imensa escuridão que jamais se iluminara.
"Abdica. Sê rei de ti próprio."